Há pouco mais de um mês, o escritório do Nubank na Vila Leopoldina, em São Paulo, se transformou no ponto de encontro da comunidade Clojure na América do Sul. A segunda edição da conferência Clojure South reuniu mais de 200 profissionais, estudantes e entusiastas da linguagem em dois dias de troca de conhecimento, conexões e muita paixão por programação funcional.

Esta foi a celebração de uma comunidade que cresce de forma colaborativa e que, dentro do Nubank, encontrou não apenas um espaço ativo e vibrante, mas também uma vitrine real de como programação funcional, simplicidade e excelência em engenharia guiam a forma como construímos tecnologia todos os dias.

Por que eventos como esse importam

Clojure é uma linguagem construída em torno da colaboração, da curiosidade e da vontade de repensar o desenvolvimento de software. Esses pilares também sustentam o espírito da Clojure South. Ao abrir as portas e apoiar integralmente o evento, o Nubank reforça seu compromisso com o fortalecimento do ecossistema de Clojure não apenas internamente, mas em toda a América do Sul.

Reunir pessoas de diferentes países, experiências e níveis de conhecimento cria um ciclo virtuoso: mais formação, mais práticas compartilhadas e mais soluções reais nascidas a partir da tecnologia. É um passo essencial para consolidar a região como referência global na linguagem.

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Panorama das palestras

Ao longo de dois dias, a conferência ofereceu uma programação rica: o primeiro dedicado a workshops práticos de Clojure e Datomic, e o segundo com palestras de convidados nacionais e internacionais, incluindo a presença de vários Nubankers, como Alex Miller e Alessandra Sierra, Principal Software Engineers, e Raíssa Barreira e João Lanjoni, Software Engineers.

12 anos de Component, com Alessandra Sierra

Alessandra revisitou a trajetória da biblioteca Component, criada há 12 anos. Mesmo com pouco mais de 200 linhas de código, ela influenciou profundamente a forma como sistemas Clojure são estruturados, inspirando extensões, variações e até ports para outras linguagens. 

A palestra conectou história, impacto e reflexões sobre até que ponto a biblioteca atingiu seus objetivos iniciais  e onde ainda pode evoluir.

IA e testes incrementais em Clojure, com Raíssa Barreira

Com base em sua pesquisa de mestrado na USP, Raíssa apresentou uma estratégia incremental de geração de testes unitários com apoio de IA. 

Ela mostrou os principais desafios, as ferramentas utilizadas e como a aproximação entre academia e indústria pode melhorar a qualidade de software em sistemas de larga escala.

NuFileBox Reverse: segurança de arquivos com Clojure, com Eric Bispo e Isaac Borges

Eric e Isaac, do time NuFuturo (parceria entre Nubank, UFBA e IFBA), mostraram como o Clojure se tornou o “cérebro” de uma arquitetura de segurança para upload e análise de arquivos. 

O NuFileBox Reverse orquestra criptografia, múltiplas linguagens e análise de malware em tempo real com YARA. Este é um exemplo concreto de Clojure resolvendo desafios críticos de segurança.

Joy of Data, com Alex Miller

Alex apresentou uma visão diferente sobre como lidamos com dados no dia a dia. Em vez de estruturas frágeis, boilerplates e frustração, o Clojure trata dados como valores simples, transformáveis e composíveis. 

Ele mostrou como essa perspectiva não só simplifica o software, mas também torna o trabalho com dados mais prazeroso.

Interfaces elegantes com ClojureScript, React e UIx, com João Lanjoni

João explorou como construir front-ends modernos com ClojureScript, React e a biblioteca UIx. Falou sobre as limitações de abordagens mais antigas, como Reagent, e como o UIx oferece uma camada mais idiomática e integrada para criar interfaces elegantes com as últimas features do React, usando ClojureScript.

Muito além do código

Entre workshops, palestras e intervalos para café, as conversas foram de macros, o banco de dados Datomic, a caminhos de carreira, de arquitetura distribuída a como formar a próxima geração de pessoas desenvolvedoras de Clojure no Brasil, refletindo temas que marcaram as sessões, como o futuro do ecossistema Clojure, aplicações reais em larga escala e a evolução da linguagem na indústria. Para quem esteve lá, uma coisa ficou clara: eventos como esse constroem comunidade, conectam gerações e ajudam a manter a tecnologia viva.

A segunda edição da Clojure South mostrou que existe uma comunidade forte, curiosa e disposta a construir o futuro da linguagem na América do Sul. O Nubank tem orgulho de fazer parte dessa história e de apoiar iniciativas que fortalecem o ecossistema.

E se tem algo que resumiu bem o espírito do evento, foi uma frase que circulou pelos corredores:

“Clojure não é só sobre parênteses. É sobre pessoas criando coisas juntas”.

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