No início de setembro, o Nubank anunciou que havia se juntado ao Open Finance , um sistema do Banco Central brasileiro que permite que as instituições compartilhem os dados financeiros dos clientes entre si.

O recurso está disponível para todos os 66 milhões de clientes que temos no Brasil. O Open Finance é relevante porque permite que os clientes de bancos utilizem seu histórico financeiro para obter as melhores opções entre todas as instituições no sistema.

Você quer saber mais sobre o Open Finance, como ele afeta a experiência do cliente e como o Nubank desenvolveu sua solução? Continue lendo esse artigo!

O que é o Open Finance?

O Open Finance é um conceito criado para padronizar o compartilhamento de informações de clientes entre instituições financeiras. Isso é feito com segurança por meio de APIs (interfaces de programação de aplicativos) nos próprios canais da instituição.

Ao se unir à plataforma Open Finance, o Nubank permite que seus clientes gerenciem suas finanças, crédito pessoal e informações de conta. Essa iniciativa coloca os clientes no controle de sua vida financeira e também traz muitos benefícios ao Nubank.

Com o Open Finance, o Nubank saberá mais sobre o comportamento financeiro de seus clientes, suas necessidades de limite de crédito, despesas e quais produtos e serviços eles usam. Isso permitirá que o maior banco digital do mundo melhore ainda mais seu portfólio.

O compartilhamento de dados bancários pelo Nubank, fornecido por meio do Open Finance, seguirá todas as diretrizes estabelecidas pela LGPD e terá supervisão e regulamentação do Banco Central, ao qual apenas instituições devidamente autorizadas podem aderir. Os clientes também têm controle completo sobre o que desejam compartilhar e podem revogar isso a qualquer momento.

Conheça nossas oportunidades

Quais são os benefícios do Open Finance?

  • O cliente decide por conta própria quais dados podem ser compartilhados com outras instituições financeiras e por quanto tempo.
  • Isso é possível por meio de uma interface de programação de aplicativos (API) – uma tecnologia que permite que plataformas diferentes se comuniquem umas com as outras.
  • Os clientes têm a liberdade de reunir seu histórico financeiro e levá-lo para onde quiserem.
  • Os clientes não precisam iniciar um relacionamento com uma nova instituição financeira do zero.
  • O sistema financeiro torna-se mais transparente e livre. 
  • Em última análise, isso gera produtos e condições melhores, graças ao aumento da competição entre as instituições.

Como o Nubank desenvolveu sua solução Open Finance?

No Open Finance, vários grupos de trabalho com participantes de diferentes instituições trabalham para criar padrões para abordar tudo, da segurança à usabilidade. Uma operação como essa envolve um complexo trabalho de gerenciamento de partes interessadas. Nós tivemos que interagir com várias instituições financeiras para solucionar os problemas que encontramos pelo caminho, diferentemente do processo de implementação do Pix, em que todas as nossas integrações são com o Banco Central do Brasil, a única parte interessada.

O Nubank tem ferramentas robustas para criar aplicativos. Aqui, temos soluções de monitoramento, pipelines CI/CD e rastreamento distribuído, que são pré-configurados para qualquer nova aplicação que criarmos. Isso tudo acelerou e sempre acelera o nosso processo de desenvolvimento. E além disso, também temos muita autonomia.

Enquanto desenvolvíamos a nossa solução Open Finance, tivemos que lidar com ferramentas que não estávamos acostumados a usar diariamente. Como a comunicação com outras instituições depende do mTLS, escolhemos usar o NGINX para cuidar disso, expandindo a infraestrutura Kubernetes compartilhada que temos no Nubank. Toda vez que temos que tomar uma decisão importante como essa, usamos um processo de RFC (Pedido de Comentários) em que explicamos o desafio que estamos enfrentando e o raciocínio por trás da nossa decisão. A partir disso coletamos opiniões de diferentes engenheiros e outros especialistas para que possamos tomar a melhor e mais informada decisão.

Todas essas ferramentas e processos que já temos implementados tornam a implantação de novas APIs extremamente rápida e eficiente, com monitoramento detalhado pronto para uso.

Quais opções técnicas inteligentes diferenciaram o Nubank no processo de desenvolvimento?

Durante a criação das soluções Open Finance, nossa equipe cresceu mais de 100%. Graças ao uso de práticas de engenharia de software, como programação em pares e documentação extensiva, pudemos integrar todos esses engenheiros em tempo recorde.

Usamos modelos C4 e ADRs (registros de decisões de arquitetura) para todas as nossas decisões de arquitetura relevantes. Isso garantiu que todos na equipe entendessem claramente como as soluções se conectavam e por que foram designadas de tal forma.

Isso ajudou a evitar problemas que outras instituições tiveram no início. Em menos de um dia, conseguimos solucionar situações problemáticas.

Nossa estrutura é a nossa maior vantagem. Aqui, falamos com engenheiros de outras equipes com facilidade e conseguimos combinar detalhes rapidamente. Quando começamos a produzir alguma coisa, temos acesso a muitas métricas e parâmetros que nos ajudam a verificar comportamentos e fazer previsões.

Quais problemas técnicos o Nubank solucionou?

A visualização de dados foi um grande problema dentro e fora das instituições. Com o Open Finance, podemos visualizar dados do sistema bancário como um todo. Podemos atualizar muitos dados de outras instituições diariamente, com uma taxa de atualização enorme. Essa atualização dos dados nos ajuda a tomar as melhores decisões em tempo real.

Nós também funcionamos inteiramente na nuvem. Quando você trabalha em um parque técnico fixo, há um limite que não pode ser excedido. Isso não acontece com a nuvem. Nós podemos escalar serviços, atender a novas solicitações e manter a qualidade do serviço. Nós também otimizamos os custos, pois isso nos permite escalar as operações conforme necessário. Temos processos que usam inteligência artificial para garantir que temos o melhor dimensionamento da infraestrutura.

Nossa abordagem à regulamentação da LGPD também é interessante: se marcarmos certos dados como confidenciais, eles serão automaticamente encobertos quando os registrarmos.

Uma vez que estávamos operando em produção com outras instituições, sabíamos que só teríamos uma chance de testar alguns comportamentos específicos. Com a ajuda de conteúdo orientado por backend, pudemos fazer alterações em tempo recorde e enviá-las para todos os usuários sem ter que lançar uma nova versão do aplicativo nas lojas digitais.

Métricas, técnicas, parâmetros e ferramentas que orientaram o Nubank

Conforme o Nubank opera em vários países, sempre buscamos desenvolver soluções que permitam a criação de novos produtos. Nós temos plataformas com diferentes finalidades: algumas ativam soluções para múltiplos países, e outras solucionam problemas de domínios específicos, como pagamentos.

Nossa grande vantagem para o Open Finance é o fornecimento de uma visão centralizada dos nossos clientes, disponibilizando os dados de forma segura e eficaz. Nossa operação é suportada por ferramentas de monitoramento que garantem que sejamos notificados assim que um problema ocorrer.

A cada semana, duas pessoas são designadas como pontos focais para esses alertas que recebemos. Em operação, nós coletamos métricas de infraestrutura, como o número de solicitações, tempo de resposta, uso de memória e CPU e métricas da experiência do usuário final do nosso aplicativo.

Essa infraestrutura é mantida pela equipe de Confiabilidade e suportada pelos Engenheiros Analíticos e Analistas de Negócios. Isso nos dá uma visão global da integridade dos nossos sistemas.

No Nubank, nós somos responsáveis pelos aplicativos que desenvolvemos, desde a concepção até a operação dos sistemas.

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