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Neste artigo, vamos abordar o cativante mundo dos modelos de linguagem e revelar os conhecimentos valiosos compartilhados por Vitor Rosa, Cientista de Dados do Nubank e Engenheiro de Aprendizagem de Máquina. Junte-se a nós para explorar os principais assuntos discutidos em sua palestra esclarecedora, que aconteceu na 80ª edição do Meetup de DS & ML do Nubank.
Vitor Rosa explicou as capacidades fascinantes, o funcionamento e os usos práticos dos Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs). Em sua apresentação envolvente, ele mostrou uma visão abrangente do notável modelo GPT, onde apontou os avanços e ilustrou o potencial da ferramenta em vários campos, incluindo a criação de textos e processamento de códigos.
Neste artigo, pretendemos resumir e destacar as inovações compartilhadas por Vitor Rosa durante a palestra, e oferecer uma imersão no mundo dos LLMs. Vamos explorar suas marcantes capacidades de conhecimento numérico, realizar cálculos matemáticos e navegar pelas complexidades do código. Além disso, vamos revelar estratégias para otimizar a interação com esses modelos, incluindo a importância de explicações passo a passo e dados de treinamento específicos do usuário.
Nós também vamos conferir as considerações acerca do contexto e instruções, assim como os desafios e as perspectivas associadas aos modelos de linguagem. Ao longo da nossa exploração, vamos enfatizar as implicações práticas dos ensinamentos de Vitor Rosa, promovendo conhecimentos valiosos para que você fique na vanguarda dessa área em constante crescimento.
O que são Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) e como funcionam
Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) representam um avanço inovador no campo do processamento de linguagem natural (PLN). Esses modelos, como o que foi apresentado por Vitor Rosa, têm revolucionado a forma com que as máquinas entendem e geram textos semelhantes aos escritos por humanos, por exemplo. Vamos imergir no conceito dos LLMs e explorar suas impressionantes capacidades.
Os LLMs são modelos de aprendizado profundo que têm sido treinados em grandes quantidades de dados textuais, fazendo com que eles adquiram um vasto conhecimento em padrões de idiomas, gramática e semântica. Esses modelos usam uma arquitetura transformer, que lhes permite capturar as dependências contextuais de um determinado texto e gerar respostas coerentes e relevantes ao contexto.
Os LLMs passam por duas etapas principais em seu treinamento: pré-treinamento e ajuste fino. No pré-treinamento, os modelos são expostos a imensos conjuntos de dados que contêm trechos retirados da internet, livros, artigos e várias fontes de texto. Essa exposição intensa permite que os LLMs aprendam gramática, sintaxe e inúmeras características de idiomas.
Quando treinados, os LLMs são ajustados para tarefas ou domínios específicos a fim de aprimorar o desempenho e adaptá-los para determinadas situações. O ajuste fino treina o modelo em um conjunto de dados mais específico, com exemplos rotulados, permitindo que se especialize em tarefas como a tradução de idiomas, completar textos, análise de sentimentos ou geração de códigos.
Uma das capacidades mais notáveis dos LLMs é a habilidade de gerar textos semelhantes aos escritos por humanos. Ao fornecer uma instrução ou iniciar uma frase, os LLMs podem gerar parágrafos coerentes, dissertações, histórias e até fragmentos de códigos. Essa geração de texto se baseia nos padrões e conhecimentos aprendidos no processo de treinamento.
No entanto, é importante perceber que embora os LLMs possam produzir textos bastante convincentes e com contextos adequados, eles também podem gerar respostas incorretas ou enviesadas. Isso ocorre porque os LLMs não têm um entendimento real ou um raciocínio de senso comum, e dependem apenas dos padrões apresentados nos dados de treinamento.
O uso dos LLMs é bastante variado. Eles têm sido usados em vários setores e áreas, incluindo criação de conteúdo, chatbots de atendimento ao cliente, tradução de idiomas, sumarização e completação de código. Os LLMs também estão sendo usados na escrita criativa, assistentes virtuais e ajudam em pesquisas, fornecendo informações contextuais ou sugerindo artigos relacionados.
O potencial dos LLMs vai além das tarefas individuais. Eles podem ser ferramentas poderosas para pesquisadores, desenvolvedores e criadores de conteúdo, pois oferecem assistência, inspiração e novas possibilidades para inovação.
Na próxima seção, vamos abordar as capacidades específicas dos LLMs, focando em suas habilidades de compreender números, realizar cálculos matemáticos e otimização de processamento de códigos.
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Capacidades dos LLMs
Entendendo números e cálculos matemáticos
Apesar de serem modelos baseados em caracteres, Rosa revelou que o modelo GPT tem demonstrado uma incrível habilidade de interpretar números e realizar cálculos matemáticos. Ele pode realizar cálculos com números pequenos sem precisar ser treinado para essas tarefas.
Rosa mostrou um exemplo que ilustra como o GPT soluciona equações matemáticas sem dificuldade, processando a entrada numérica e gerando resultados corretos. Isso demonstra a versatilidade do modelo e o potencial do seu uso em várias tarefas matemáticas e computacionais.
Potencial no processamento de códigos
Rosa abordou as vantagens do uso de modelos de linguagem no processamento de códigos. Diferentemente da linguagem natural, os códigos apresentam uma sintaxe mais rígida e menos ambiguidade nos significados denotativos e figurativos. Isso os torna um domínio adequado para um excelente desempenho dos modelos de linguagem.
A palestra destacou as capacidades do modelo GPT em completar automaticamente os fragmentos de códigos, incluindo variáveis e definições de funções. Além disso, o modelo pode criar comentários úteis, que fornecem ideias na lógica por trás do código. Esse recurso excepcional permite que os desenvolvedores se aproveitem da especialidade do modelo em planejar e otimizar a implementação de códigos.
Otimizando interações com modelos de linguagem
Incentivando explicações passo a passo
Na missão de aprimorar o desempenho dos modelos de linguagem, Vitor Rosa compartilhou uma descoberta intrigante. Ele descobriu que ao solicitar diretamente que o modelo explique passo a passo o processo que levou à resposta, a saída do modelo pode ser aprimorada.
Treinar modelos de linguagem com a noção de fornecer explicações passo a passo provou ser uma abordagem promissora. Ao incorporar essa metodologia no processo de treinamento, os pesquisadores podem garantir a criação de respostas de melhor qualidade.
Treinando com dados específicos e interações de usuários
Para aprimorar a interação entre os modelos de linguagem e os usuários, Rosa abordou a importância de treinar modelos com dados específicos e de incorporar instruções de usuários. Ao adaptar o modelo para responder às solicitações e instruções do usuário de forma coloquial, os modelos de linguagem podem fornecer respostas mais personalizadas e adequadas ao contexto.
Vitor Rosa também compartilhou ideias sobre o uso de instruções “falsas” ou “espantalhos” durante o treinamento. Ao guiar o comportamento do modelo com exemplos do que ele não deveria fazer, os pesquisadores podem fazer o ajuste fino da geração de resposta do modelo e aprimorar a aceitação dos usuários.
A palestra mencionou os desafios associados à instrução dos modelos de linguagem e introduziu uma abordagem inovadora, que busca treinar modelos para seguirem instruções em contextos coloquiais, deixando as interações do usuário mais eficientes e sem interrupções.
Considerações sobre contextos e instruções
Limitações do tamanho do contexto
Rosa destacou as limitações do tamanho do contexto no uso de modelos de linguagem. Normalmente, as instruções têm um limite de token na casa dos milhares. Esse limite impõe desafios ao lidar com conversas extensas ou informações complexas que exigem um conhecimento amplo do contexto.
Para superar essa limitação, Vitor Rosa ressaltou a importância de considerar o histórico de interação do usuário e integrá-lo às instruções. Com o aproveitamento das informações contextuais de interações anteriores, os modelos de linguagem podem gerar respostas mais coerentes e adequadas ao contexto.
Estratégias para otimizar instruções
A palestra abordou estratégias de otimização de instruções para aprimorar o desempenho dos modelos de linguagem. Uma abordagem envolve a inclusão de elementos suplementares, como listas, tabelas, ou documentos relacionados à instrução. Esses recursos adicionais ajudam em tarefas que exigem um raciocínio passo a passo ou um retorno de informações específicas.
Além disso, Rosa enfatizou a importância de garantir uma integração perfeita com sistemas externos. Isso envolve estruturar as respostas do modelo em um formato que facilita uma integração fácil com processos de estágios posteriores ou usos externos.
Desafios e perspectivas
Durante a palestra, Vitor Rosa tratou dos desafios associados aos modelos de linguagem, incluindo os riscos da criação de textos falsos ou enganosos. O avanço dos modelos de linguagem gera preocupações sobre a autenticidade e confiabilidade do conteúdo criado, e enfatiza a necessidade de validações e avaliações críticas.
Rosa dedicou uma parte considerável da palestra para discutir a eficácia dos modelos de linguagem na criação de códigos. Ele destacou como esses modelos podem completar fragmentos de códigos automaticamente, sugerir melhorias e até realizar tarefas complexas, como refatoração e migração.
A parte final da palestra frisou a evolução contínua dos modelos de linguagem e seus usos em vários setores. Vitor Rosa chamou a atenção para as diferenças entre os modelos de código aberto e os pagos, enfatizando que os modelos pagos costumam ter equipes dedicadas responsáveis pelo treinamento e refinamento do modelo para reduzir comportamentos indesejáveis.
Conclusão
Para concluir, a palestra de Vitor Rosa mostrou uma visão abrangente dos modelos de linguagem. Ela abordou as capacidades dos modelos de linguagem com relação à compressão de números, ao processamento de códigos e à otimização da interação com os usuários. Além disso, apresentou considerações sobre contextos e instruções, destacando estratégias para contornar as limitações e otimizar o desempenho dos modelos de linguagem. A conclusão da palestra apresentou os desafios e as perspectivas dos modelos de linguagem e ressaltou o potencial deles na criação de textos e no processamento de códigos.
Os conhecimentos compartilhados por Rosa explicaram a importância dos avanços na programação de modelos de linguagem e como esses modelos podem revolucionar várias áreas, desde o processamento de linguagens naturais ao desenvolvimento de softwares. Se entendermos e aproveitarmos o poder dos modelos de linguagem, podemos desbloquear novas possibilidades e impulsionar inovações na forma como interagimos com textos e códigos.
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