Laura, minha primeira filha, nasceu no dia 2 de março de 2022. O processo como um todo, desde a descoberta até o parto, teve seus altos e baixos. Mesmo assim, seu nascimento despertou uma das emoções mais maravilhosas que eu já senti na vida.

O último dia da segunda fase da minha licença-paternidade foi 16 de janeiro. Ter tido a oportunidade de tirar 100 dias de licença, dedicando o meu tempo exclusivamente à minha filha, tornou tudo ainda mais especial. Foram mais de três meses de aprendizado, lágrimas, alegria e, acima de tudo, a construção de um lindo vínculo entre pai e filha.

100 dias? Isso está certo?

Sim, você leu corretamente! Recentemente, o Nubank atualizou a sua política de licença-paternidade e maternidade e agora nós podemos usufruir de uma licença parental equivalente, que garante 120 dias para mães e pais.  

Anteriormente, os pais tinham direito a apenas 20 dias de licença. Essa era a política vigente quando Laura nasceu. No entanto, o Nubank concedeu retroativamente o novo benefício para mim e para outros colegas na mesma situação, o que me permitiu passar 100 dias em casa dando toda a atenção que ela merece e precisa.

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Minha única certeza…

Assim que recebemos a notícia de que a licença parental tinha sido aprovada, aproveitá-la tornou-se a minha prioridade. Eu estava determinado. Essa ânsia surgiu porque, no momento, eu ainda não me sentia um pai de verdade.

Durante a gravidez, Mayara, a mãe de Laura, formou um forte laço com ela. Mas eu não conseguia sentir esse vínculo. Eu pensava que depois que Laura nascesse, isso mudaria, mas infelizmente não foi o que aconteceu. Foi durante a licença que eu tive a oportunidade de criar esse laço, dedicando mais tempo à minha filha.

Claro, mesmo antes disso eu já participava de todos os momentos possíveis, especialmente porque eu trabalhava remotamente para o Nubank. Ainda que estar em casa ajude bastante, minha atenção durante a maior parte do dia estava voltada para o trabalho – e o resto era pura incerteza, pois essa não era a situação ideal.

… e algumas incertezas.

  • Eu vou saber o que fazer? Vamos nos adaptar?
  • E o trabalho? A certeza de tirar a licença era irredutível, mas eu estava fazendo a coisa certa ao trocar de equipe naquele momento? Como vai ser quando eu voltar?
  • Eu vou saber o que fazer? Como encorajar? Como ajudar no desenvolvimento?

Um dia, alguém me perguntou o que era mais cansativo: trabalhar ou cuidar da Laura.

Eu conheço o meu trabalho a fundo. Nele, eu tenho total controle sobre o que estou fazendo. Cuidar da Laura, no entanto, é um processo de constante aprendizagem.

Todos os dias, um novo choro era recompensado por um novo sorriso. Eu amo os conceitos de Agilidade e nunca na vida eu segui o valor “Responda a mudanças mais do que você segue um plano” com tanta dedicação.

Memórias e Laços

A licença-paternidade me deu a oportunidade de formar um laço com a minha filha. De poder lembrar que minha perna foi um obstáculo para que ela começasse a tentar engatinhar.

De sentar no chão do quarto. Por vários dias, durante a tarde, nós adiávamos o momento de levantar da cama. E depois brincávamos de fazer cócegas até cair na risada.

Ser o único homem no parque com uma bebê à tarde, caminhando com o carrinho para me exercitar ou sentando na grama para comer uma banana, fez com que eu me sentisse muito privilegiado.

Eu também pude lembrar dos momentos em que falhei, como quando derrubei alguma coisa ou esqueci de passar uma pomada. Afinal, é tudo um grande aprendizado.

E a coisa mais importante: passar pela experiência exaustiva de cuidar de uma bebê quase 100% do tempo. Eu só não participava integralmente porque a amamentação e várias outras coisas eram responsabilidades da mãe.

Conclusão

Este texto visa mostrar a outros pais a importância da licença-paternidade. Essa é uma oportunidade única e intensa de se conectar com a pessoa mais importante do mundo. Empresas com políticas de diversidade, mas que não abordam esse benefício, precisam começar a fazer isso imediatamente.

Eu fico muito feliz por ter tido a oportunidade de contribuir com a definição dessa nova política, um legado tão importante para o Nubank. Sou grato às pessoas do Nubank que tornaram esse sonho realidade. Obrigado, Mayara, por sempre ter me incentivado a sair da minha zona de conforto, lutando ao meu lado quando necessário e, acima de tudo, por ter dado à luz a coisa mais linda em minha vida.Obrigado, Laura, pelos seus sorrisos e gargalhadas💜

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