“Mulheres Líderes em Design” foi um evento que aconteceu na nossa sede, no dia 10 de outubro. Ellen Kiss, Diretora do nosso Centro de Excelência em Design, convidou mulheres líderes em design do Nubank e líderes de vários setores do mercado para participar da conversa. Embora as mulheres fossem as protagonistas desse evento, nosso VP de Design, Lucas Pettinati, também contribuiu para a discussão.

No Nubank, a liderança por mulheres é levada muito a sério: em 2021, nós falamos do nosso plano de ocupar metade dos cargos de liderança com mulheres. Atualmente, podemos dizer que essa realidade nunca esteve tão perto. No quesito Design, cerca de 40% da liderança é feminina.

Quer saber sobre as principais discussões que aconteceram no evento? Continue lendo esse artigo!

Uma conversa com designers mulheres em cargos de liderança

Em agosto, quando ela entrou para o Nubank, Ellen Kiss destacou a importância do design para a cultura da empresa, que tem 200 profissionais diversificados integrados na estratégia do negócio. 

O recente crescimento exponencial da quantidade de designers no Nubank apresentou vários desafios.  Com sua ampla experiência de liderança em design, Ellen veio para o Nubank com o objetivo de ampliar a escalabilidade do design, aprimorar a excelência e aumentar o impacto do design nos negócios. 

No dia 10 de outubro, ela convidou Lucas Pettinati, nosso VP de Design, para uma ampla discussão sobre Design. Ele já trabalhou para grandes empresas como Facebook e Google e tem muita experiência na área.

Juntos, eles palestraram para uma nova geração de designers mulheres, que também tiveram a chance de participar da conversa.

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Cenário atual do Design

Eles começaram a conversa falando sobre a evolução do Design, desde o princípio até o cenário atual, baseado fortemente em desenvolver produtos digitais. Pettinati compartilhou um pouco da sua experiência e destacou a principal habilidade que um designer deve ter, pelo menos na opinião dele: a capacidade de identificar a necessidade do usuário.

“Para isso, usamos muita pesquisa e dados”, disse ele. Kiss concordou com a importância dessa habilidade e relatou que essa capacidade sempre foi uma exigência na história do Design: “mesmo com as mudanças do mercado, o modelo mental, ou o processo de pensamento do design, sempre foi o mesmo.”

E ela continua: “o que varia é a forma com que adaptamos nossa competência, seja para criar produtos, produtos digitais, serviços, ou qualquer novo tipo de criação que possa surgir.” Sem dúvidas, bons designers podem unir empatia, métodos e prática, pois precisam fazer com que os desejos dos usuários sejam tangíveis e estejam integrados aos objetivos dos negócios de forma regular.

Como os designers podem enfrentar os desafios atuais?

A resposta é bem simples: eles precisam buscar desenvolvimento profissional constantemente. Segundo Pettinati, “dez anos atrás, ser um excelente artesão de design era suficiente para que um profissional se destacasse. Hoje, isso é o básico.

Para o nosso VP de Design, habilidades interpessoais são indispensáveis: “você precisa saber como explicar por que e como suas decisões de design vão impactar o público-alvo.” Embora vários designers tenham ótimas ideias, a maioria precisa aprender a convencer os negócios de que vale embarcar em suas jornadas.

Em outras palavras, como Ellen Kiss definiu, designers precisam desenvolver senso de negócios e competências de comportamento: “atualmente, os designers têm dois caminhos para seguir. Eles precisam entender de negócios, estratégia, resultados e modelos de negócios inovadores, além de ter habilidades de liderança, gestão de pessoas, influenciar e negociar com partes interessadas e navegar em um ambiente de negócios.

Transição de carreira e a busca pela excelência

No geral, pesquisas de produto, design de conteúdo e UX têm atraído a atenção de profissionais que buscam uma transição de carreira, vindos de diversos setores. Isso não é ruim, mas eles precisam saber como estar preparados e treinados para serem bons artesãos de design ou líderes.

Para Pettinati, prestar atenção nos detalhes e nos processos é crucial para se atingir esse objetivo. Isso significa que, antes de começar qualquer coisa, é preciso entender a origem da ideia e, depois, criar um fluxo de trabalho.

Ele se usou como exemplo para ilustrar essa ideia: “Gosto de fazer meus esboços à mão. Isso me dá confiança. Quanto mais você trabalha em baixa fidelidade, mais rápido você conseguirá desenvolver sua ideia. E, quando a ideia estiver pronta, você pode usar o tempo que economizou para se dedicar aos detalhes, que fazem toda a diferença no mundo.”

Ellen concordou com ele, mas também ressaltou a importância de equilibrar a excelência e a estratégia go-to-market. Os designers precisam estar cientes de que, às vezes, “feito é melhor que perfeito.” Considerando que um produto nunca está pronto, podemos lançar e iterar com os clientes. Isso é a pura verdade, porque ninguém pode negar que um plano bem elaborado e executado agora será melhor que um plano perfeito executado no próximo mês.

E quanto aos designers na liderança de equipes?

No momento, o Nubank está implementando algo que, em um futuro próximo, pode se tornar uma tendência no mercado: designers, mais do que nunca, estão liderando equipes. Sendo assim, eles precisam se preparar para voar mais alto.

O mercado está sempre em busca de Unicórnios: pessoas com a habilidade de executar mais de uma função ao mesmo tempo. Portanto, é importante estar em constante evolução e buscar uma segunda habilidade, além das habilidades técnicas do design.

O futuro para as designers

Assuntos importantes relacionados às mulheres no mercado de design também foram discutidos. Ellen Kiss perguntou à plateia quais são os principais desafios que as mulheres enfrentam em cargos de liderança. A partir daí, surgiram várias questões importantes.

“Ser uma designer adiciona duas percepções de competências e entrega que ainda são intangíveis para a maioria das empresas”, disse uma das ouvintes. “Principalmente quando se trabalha com UX, porque a área de tecnologia ainda é dominada pelos homens. Empoderar as mulheres nas carreiras de tecnologia continua sendo um desafio enorme.”

Outro assunto debatido foi a ascensão à liderança. Ellen Kiss mencionou que a maternidade é um bom exercício. Quando uma mulher se torna mãe, ela acaba adquirindo elementos de liderança, como a habilidade de comandar, ensinar e desenvolver a própria paciência. 

Também dizem que os homens, quando trabalham de forma colaborativa, são mais capazes de apoiar uns aos outros. Esse movimento, como expresso pela plateia, pode não ser saudável para a empresa, pois não beneficia o profissionalismo no ambiente corporativo.

Conforme Lucas Pettinati, desejar o bem não é suficiente para promover mudanças, porque isso não ocorre naturalmente. Se quisermos promover mais mulheres para cargos de liderança, precisamos nos tornar parte da mudança e mostrar que qualquer pessoa, independentemente do gênero, etnia ou sexualidade, pode ter competência.

Declarações importantes da plateia

A plateia foi responsável por declarações importantes, mas uma delas se destacou: quando uma mulher está em um cargo de liderança, o mercado costuma rotulá-la em dois arquétipos: a “mulher”, que está sempre cuidando de todo mundo, e a “bruxa”, um tipo de persona autoritária.

Nenhum desses arquétipos é suficiente para abranger as complexidades do desempenho profissional dessas pessoas. E reduzir as mulheres a isso é, sem dúvida, um reflexo do que ainda precisa mudar no mundo corporativo.

Como podemos ver, o debate foi muito produtivo. O evento foi o primeiro de uma série de encontros que o Nubank quer promover na comunidade de Design. Fique de olho. 

Os homens ainda são proeminentes nos cargos de liderança, ainda que, na maioria das vezes, as mulheres apresentem mais resultados nas empresas ao redor do mundo. Um dos nossos principais objetivos é mudar esse paradigma: aqui, já existe um equilíbrio entre homens e mulheres nos cargos de liderança.

Apesar disso, ainda temos um longo caminho a percorrer. Mas uma coisa é certa: O Nubank sempre irá promover a igualdade

Se você tem interesse no nosso fluxo de trabalho e deseja descobrir o que é possível fazer quando se trabalha no maior banco digital do mundo, junte-se a nós.

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