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Deixa eu me apresentar. Sou Mateus Peixoto, Designer de Produtos do Nubank — empresa fintech líder na América Latina.
Depois de dois anos inteiros trabalhando aqui, posso dizer honestamente que há muito pouco a se possa fazer para estar preparado para trabalhar em uma startup. O ritmo é diferente; a estrutura organizacional é diferente; a forma como as pessoas interagem é diferente. Em uma startup, você vai descobrir que muitas das coisas que aprendeu anteriormente em uma empresa mais tradicional não são necessariamente válidas. E isso é uma coisa boa.
A verdade é que eu nunca conseguiria trabalhar em uma empresa convencional depois de experimentar como é um ambiente de startup.
Sinceramente, minha experiência profissional anterior não me preparou para esse desafio — porém, ser skatista e viver a cultura do skate ajudou muito desde que entrei no Nubank.
O skate influenciou a forma como enfrento novos desafios — gostaria de compartilhar quatro coisas que ele me ensinou e que ajudaram na minha vida profissional. Mas, antes disso, me deixe te dar um contexto.
Andar de skate?
Para quem nunca experimentou andar de skate, um skate pode não passar de um brinquedo. Mas para quem conseguiu fazer pelo menos uma manobra… Ah! É muito mais. Fazer uma manobra vai te deixar fisgado — ou, melhor dizendo, vai fazer você perceber que o skate já faz parte de você — você só não sabia disso ainda.
Esse foi o meu caso.
O skate definiu a minha adolescência. A maioria dos amigos que eu tinha na época eram skatistas. Nós até nos vestíamos e falávamos igual. Mas o skate não influenciou apenas a minha aparência: também afetou a maneira como aprendi a ver o mundo.
Na verdade, a cultura do skate teve um impacto tão grande em mim que, até hoje, influencia minha vida profissional — e é isso que quero compartilhar com você neste post.
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Lidando com o medo
Para ser um skatista, você tem que ser meio insano. Ou pelo menos desapegado. Racionalmente falando, o skate é uma receita para o desastre: um ser humano tentando manter o equilíbrio em uma prancha de madeira sobre quatro rodas, descendo por um corrimão com grandes chances de bater a bacia nele.
Por que as pessoas se expõem a tal perigo? A adrenalina, o desafio, a superação de limites, a satisfação de acertar uma manobra, de poder dizer “eu consigo”.
Estas são apenas algumas das respostas.
Para conseguir tudo isso, você tem que deixar seus medos de lado e ir em frente. Não estou dizendo que se deve superar o medo — medo é essencial. O importante é aprender a correr riscos calculados.
Nenhum skatista vai pular uma escada de 7 degraus sem ter pulado uma de 5 degraus, uma de 3 degraus e um meio-fio. Você tem que desenvolver suas habilidades para aumentar sua confiança. Mas o medo está sempre lá.
No trabalho, cada novo projeto parece uma escada de 7 degraus para mim. Sempre há medo; sempre há ansiedade. No início de cada novo projeto, vou estar tipo: “Não tenho ideia de como vou fazer isso, mas vamos lá”. É o misto de medo, ansiedade e adrenalina que torna a manobra tão especial — assim como enfrentar um novo projeto.
Assim como no skate, trabalhar em projetos pequenos e médios ajuda a desenvolver as habilidades que preciso para enfrentar os grandes.
Você tem que desenvolver suas habilidades para aumentar sua confiança. Mas o medo está sempre lá.
Experimentação
O skate é uma questão de experimentação e improvisação. O skate nasceu porque os surfistas queriam praticar quando o tempo estava ruim — então eles pegavam peças de patins, um bom pedaço de carvalho, moldavam como uma prancha de surf e aparafusavam tudo.
A mente de um skatista está sempre se adaptando. “Vou pular naquela calçada, depois subir naquela rampa e fazer essa manobra, e então, se conseguir um pouco de velocidade, posso deslizar por aquele trilho. Hum. Mas o chão tá rachado. Vamos jogar uma tábua de madeira por cima. É, pode funcionar. Vamos lá”.
O skate faz sua mente correr em uma sequência de “e se” — e isso não se restringe às manobras. A prancha, as ferragens, as roupas e as pistas — itens essenciais à cultura do skate — foram resultado de pura experimentação.
A liberdade que você obtém ao experimentar novas possibilidades é uma das razões pelas quais o skate é tão divertido.
Na verdade, é por isso que o skate ainda é relevante: porque está sempre se reinventando.
Esse espírito tem muito a ver com trabalhar em uma startup digital. Uma startup é um experimento em sua essência. Existe uma hipótese e o trabalho da empresa é comprová-la.
Mas os fatores do experimento podem ser diferentes do que era esperado. Os usuários podem se comportar de forma diferente do previsto, ou a economia pode ir mal, então a equipe deve ser flexível e criativa o suficiente para responder a este ambiente em constante mudança.
Portanto, as empresas têm que ser um local seguro para experimentação, onde os funcionários tenham permissão para assumir riscos — e, consequentemente, cometer erros. É quase impossível inovar se a empresa não correr riscos.
Companheirismo
Meus amigos skatistas e eu tínhamos uma coisa meio um por todos e todos por um. Se um de nós não tivesse dinheiro suficiente para comprar peças de skate, alguém ofereceria uma sobrando. Se alguém estivesse com dificuldade para aprender uma manobra nova, era só pedir ajuda. Alguém iria ajudá-lo com todos os pequenos detalhes.
E o mais importante: queríamos que todos estivessem juntos. Essa atitude de trabalho em equipe é algo que mantenho até hoje. Precisa de ajuda? É só pedir.
Meus colegas são “minha turma”, e é importante evoluirmos juntos. Além de ajudar outras pessoas e aprender com elas, essa abordagem torna nossa comunicação muito mais eficaz — pois ajuda as pessoas a confiarem umas nas outras.
Seja você mesmo
E me lembro de um garoto que um dia chegou na pista com um skate novinho, todo bem vestido. Ele era um iniciante, mas queria agir como um profissional. Ele começou a nos seguir aonde quer que fôssemos, e se esforçou demais para parecer exatamente como achava que deveria ser para se encaixar.
Ele queria muito fazer parte da gente, e esse era exatamente o problema. Não nos importávamos com o quanto você parecia “skatista” nem com quantas manobras você conhecia. Um dos melhores skatistas do nosso grupo não se parecia em nada com o estereótipo de skatista.
Quando o garoto finalmente desistiu de se parecer com outra pessoa, foi então que todos o aceitaram. Esse foi o momento em que pudemos ver quem ele era.
Antes de vir para o Nubank, estava há quase um ano em busca de um novo emprego. Comecei a pedir conselhos, e um bom amigo veio e disse: “Talvez você seja muito generalista para esses caras. Talvez você tenha que se concentrar em um aspecto para chamar a atenção deles.” Fazia todo o sentido. Isso me fez pensar por uma semana inteira. Mas então eu disse:
“Quer saber? Eu gosto de ser generalista. Vou ser eu mesmo. Existem empresas por aí que gostam de generalistas. E, quando chegar a hora certa, as coisas vão dar certo para mim.”
E foi exatamente isso que aconteceu. O Nubank acredita que é preciso poder, ou pelo menos querer, ter uma visão holística das coisas. Então, me candidatar para um emprego aqui foi compatível.
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E você?
Por que compartilhei essas histórias? Bem, porque eles funcionaram para mim, e se você também trabalha em uma startup, eles podem te ajudar também, mesmo que você nunca tenha andado de skate na vida. E se você trabalha em uma grande empresa, como vê essas lições aplicadas à sua vida profissional?
(Agradecimentos a Lucas Terra, Lucas Neumann, Erick Mazer Yamashita, Paula Rothman e Juliana Morozowski.)
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