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Jag Duggal, CPO (Chief Product Officer) do Nubank, é um profissional experiente com passagens pelo Facebook e pelo Google. Neste mês ele conversou com Harry Stebbings sobre vários assuntos relacionados a produtos no podcast 20Product. Neste texto, o segundo de uma série de três artigos, vamos conhecer as complexidades da contratação dos melhores profissionais e de incentivar uma cultura de confiança, agilidade e inovação no setor das fintechs, que está sempre em evolução.
Leia os conhecimentos valiosos de Duggal sobre criar um processo de contratação sutil, baseado em suas experiências no Facebook, Amazon e Google. Descubra como o Nubank prioriza a motivação, a clareza e as dinâmicas em equipe em vez de processos tradicionais, e aprenda a importância de manter as equipes pequenas, autônomas e empoderadas para tomarem decisões rápidas. Junte-se a nós na exploração da arte e da ciência de formar uma equipe de primeira classe no Nubank.
No primeiro artigo, Duggal compartilhou seus conhecimentos sobre o gerenciamento de produto, empatia com o cliente e o equilíbrio entre a arte e a ciência no desenvolvimento de produtos. Agora, vamos falar sobre a formação de equipe!
Como Jag aborda o processo de contratação para todas as novas contratações de produto?
Jag enfatiza a importância do tamanho e da autonomia da equipe. O Nubank mantém uma cultura de manter as equipes pequenas, dando autonomia para os membros tomarem decisões sobre seus produtos e negócios. Essa abordagem é inspirada no conceito “equipes de duas pizzas”, da Amazon, que diz que as equipes não devem ultrapassar a quantidade de membros que duas pizzas podem alimentar. Ao manter as equipes pequenas, o Nubank garante que elas poderão ser ágeis e tomar decisões rápidas.
Outro aspecto primordial da cultura do Nubank é a prática de escalar problemas quando os membros de uma equipe ficam presos. Jag acredita que uma decisão ruim que possa se repetir é melhor do que não tomar nenhuma decisão, pois assim é possível aprender com o mercado e com os clientes. Esse pensamento incentiva os membros da equipe a agir, sabendo que pouquíssimas decisões seguem um caminho único.
Jag também valoriza a orientação e a clareza em candidatos potenciais. O objetivo é ver se eles conseguem transmitir suas ideias com eficácia e demonstrar determinação para superar desafios.
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Quais foram os maiores erros individuais que Jag cometeu ao contratar equipes de produtos?
Jag admite que perdeu a confiança no processo de contratação ao longo do tempo. Ele percebeu que qualificações, como a universidade ou empresa certa, não garantem uma boa adequação em uma determinada equipe ou problema. Além disso, aprendeu que as dinâmicas de equipe têm um papel crucial para o sucesso, e que reunir um grupo de pessoas talentosas não garante que o todo será melhor do que a soma de suas partes.
Jag exemplifica com o processo de contratação do Google, que dá muita ênfase às qualificações, como as pontuações nos Testes de Aptidão Escolar (SAT) e o desempenho acadêmico. Essa abordagem atraiu uma alta quantidade de talento, mas também resultou em pontos cegos e oportunidades perdidas, como a contratação de gerentes de produto sem formação em ciência da computação, que posteriormente fundaram empresas de sucesso como o Instagram.
Quais são as perguntas obrigatórias na contratação nessa área?
Jag sugere que as perguntas devem abordar dois assuntos: orientação e clareza. Perguntas sobre orientação podem revelar a determinação de um candidato para evoluir, seu desejo de assumir o comando de uma situação e a habilidade de suportar a própria incompetência. Esse último tópico, especificamente, é essencial na construção de algo novo e na imersão em territórios desconhecidos.
Perguntas acerca da clareza podem ajudar a avaliar a capacidade do candidato para expressar suas ideias e explicar seu trabalho anterior de forma compreensível. A clareza é essencial porque garante que os membros da equipe entendam e se alinhem aos trabalhos uns dos outros, gerando resultados mais coesos e bem-sucedidos.
A importância da clareza
Jag aprendeu a importância da clareza com Kevin Systrom, que disse: “Podemos estar errados, mas pelo menos temos clareza.” Jag aplica esse princípio no processo de contratação, procurando candidatos que conseguem articular suas ideias com clareza, mesmo que elas não sejam perfeitas. Essa abordagem permite que Jag avalie se o candidato consegue fazer com que os outros entendam seu trabalho; uma habilidade essencial no desenvolvimento de produtos.
No que Jag já acreditou sobre a contratação, mas deixou de acreditar?
No começo, Jag acreditava que o processo de contratação era uma atividade científica, que dependia fortemente de qualificações e experiências passadas como indicadores de sucesso. No entanto, agora ele vê a contratação mais como uma arte, dando uma grande ênfase na adequação do candidato em uma equipe e na sua habilidade de contribuir com um problema ou uma situação específica. Essa mudança de perspectiva o levou a valorizar a orientação, a clareza e as dinâmicas de equipe em vez dos indicadores de sucesso tradicionais.
Confiança e autonomia
Jag também compartilhou seus pensamentos sobre a confiança na empresa. Ele costuma sempre confiar nas pessoas quando são contratadas, acreditando que elas provaram seu valor e que estão no padrão de qualidade do Nubank. Essa confiança se converte em uma grande autonomia na tomada de decisão pelos membros da equipe e na demonstração de suas habilidades. Jag acredita que começar com confiança e dar espaço para o desenvolvimento é a abordagem correta, corrigindo erros conforme necessário.
Tomada de decisão
Quando os membros de uma equipe ficam presos, eles são incentivados a escalar o problema e tomar uma decisão, mesmo que não seja perfeita. Essa abordagem possibilita um aprendizado e repetições contínuas, além de manter a agilidade e a velocidade na empresa.
Lições do Facebook, Amazon e Google
Jag compartilhou conhecimentos valiosos da sua época no Facebook e da experiência de sua esposa na Amazon. Uma lição crucial do Facebook foi a importância de presumir boas intenções, que se incorporou no treinamento cultural da empresa. Esse princípio incentiva a confiança e a colaboração da equipe.
Com a Amazon, Jag aprendeu o conceito das equipes de duas pizzas, que enfatiza manter as equipes pequenas e ágeis. Essa abordagem possibilita tomadas de decisão mais eficientes e um maior senso de controle entre os membros da equipe.
O processo de contratação do Google, embora foque em qualificações, deram a Jag um entendimento sobre possíveis armadilhas quando se depende demais dos indicadores de sucesso tradicionais. Isso também destacou a importância de se considerar a adequação de um candidato em uma equipe e sua habilidade de contribuir para um problema ou situação específica.
Conclusão
Formar uma equipe forte no Nubank exige uma abordagem de contratação sutil, que ultrapassa as qualificações e foca na orientação, na clareza e nas dinâmicas de equipe. Mantendo as equipes pequenas e incentivando autonomia, escalação e tomada de decisão, o Nubank promove uma cultura de agilidade e inovação. Aprendendo com lições de grandes empresas como Facebook, Amazon e Google, Jag Duggal e o Nubank continuam a refinar seu processo de contratação, priorizando a confiança e a autonomia para formar uma equipe capaz de enfrentar os desafios do setor das fintechs.
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