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Ainda tenho uma cópia do meu primeiro roteiro de teste de usabilidade real, feito a partir da minha interpretação de livros e estudos de caso sem orientação prática de ninguém. Naquela época, como Designer Web, eu estava apenas começando a explorar maneiras de interagir com os usuários aqui e ali. Por mais que esse roteiro hoje seja digno de boas risadas, ele serviu ao seu propósito de me conduzir no caminho de descobrir o que realmente gosto como pesquisadora. E para mim, essa foi a oportunidade de entender e entregar contexto em pedaços deglutíveis.
Esse primeiro mês no Nubank foi todo sobre contexto. Na minha experiência anterior, era eu quem estava há mais tempo na empresa e na equipe de UX (Experiência de Usuário), mas de repente virei a novata com pouco conhecimento sobre o mundo financeiro. Como a nova Pesquisadora UX na maior fintech da América Latina, não sabia por onde começar.
Desde a compreensão das operações, estrutura da equipe, objetivos do produto e obtenção de algum conhecimento financeiro prático, tudo parecia igualmente crucial para uma pesquisadora como eu começar a realmente alimentar as decisões com informações. Abaixo, compartilho um pouco mais sobre cada estado mental que passei durante esse primeiro mês. No entanto, para quem está passando por um processo semelhante, quero dizer antecipadamente: tudo se encaixa assim que você absorve a cultura da empresa.
Ficar animada por não saber das coisas
Minha primeira semana foi marcada por algumas reuniões por dia nas quais os designers apresentavam suas equipes e o que estavam fazendo no momento. Enquanto anotava expressões que nunca tinha ouvido antes, percebi que meus novos companheiros de equipe estavam mais preocupados em me dar uma noção geral do que estava acontecendo e, ao mesmo tempo, manter uma perspectiva otimista (vocês nem imaginam quantas vezes escutei “Não se preocupe, quando precisar você vai dar conta”).
Em vez de o primeiro mês parecer uma integração sobre assuntos que eu deveria dominar, descobri que na verdade era uma integração com pessoas com quem eu entraria em contato para falar sobre esses assuntos o tempo todo. Boas notícias: conversar com pessoas sobre coisas que você não conhece é basicamente fazer pesquisa. É comigo mesma!
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Voltando ao trabalho
No Nubank, as pessoas são organizadas em “esquadrões” – equipes multifuncionais que têm um objetivo comum ou uma tarefa específica a cumprir. Diferentes esquadrões dentro de um produto têm diferentes níveis de maturidade sobre o que estão tentando descobrir. Além disso, os Designers de Produto têm um amplo escopo técnico, e é ótimo se suas habilidades não forem exatamente as mesmas (uma equipe que se complementa!). Isso significa que o papel do pesquisador que apoia vários designers diverge na abordagem, pois os designers podem ter uma formação com maior ou menor orientação à pesquisa.
Conhecer os projetos em andamento e fazer parte deles foi quase como um estudo etnográfico sobre o assunto. Consegui me inserir rapidamente em testes e entrevistas já planejados, mas muito valiosos para entender como meus colegas de equipe trabalhavam individualmente, bem como as expectativas que cada equipe tinha em relação à pesquisa.
Parceria e colaboração
Além da ajuda para entender contextos menores um de cada vez, participar de projetos em andamento também me ensinou o que há de melhor sobre pesquisar no Nubank: as pessoas esperam participar ativamente, então nenhum trabalho de pesquisa é feito sozinho.
Na maioria das vezes, os designers são o ponto focal de um pesquisador dentro de um esquadrão porque, ao participarem mais de perto do dia a dia do esquadrão, os Designers de Produto são mais rápidos na identificação das necessidades de pesquisa. Mas não importa como será o plano de pesquisa, nem se um método vai ser executado por um pesquisador ou um designer, desde que seja feito quando necessário e todos possam sentar-se à mesa.
As equipes divergem na composição de funções e escopos, mas o mesmo acontece com as necessidades de cada projeto de pesquisa. Já vi projetos construir pontes entre pesquisadores e funções que há um mês eu não fazia ideia do que faziam. Às vezes, essas funções até se transformam em pontos focais de pesquisa porque têm muito a contribuir.
Olhando para o quadro geral
Desde manter uma atitude positiva em relação ao que eu não sabia, passando por ingressar em projetos em andamento e por fim compreender como diferentes perspectivas colaboram dentro da cultura – devo admitir que não parece muito uma abordagem de integração muito sistemática. Mas esse processo bastante orgânico e orientado a pessoas, apoiado por uma forte cultura de design, fez com que eu me sentisse muito confortável em olhar mais de perto a pesquisa estratégica e apontar uma direção em que, na minha opinião, diferentes equipes receberiam mais conhecimento.
Um mês de contexto pode não ser suficiente e, com certeza, logo vou perceber a existência de complexidades das quais ainda não tenho ideia. Mas, como pesquisadores, não há problema em ter autoconsciência sobre o contexto. Em uma fase de hipercrescimento como a que o Nubank está passando, as equipes de produto estarão ansiosas para testar e fazer suposições sobre comportamento. O contexto é o que diferencia a crítica e o questionamento saudáveis da pesquisa, sendo um impedimento em um ambiente ágil.
Uma rápida recapitulação
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